12 maio 2020

Morre a cantora Betty Wright, que popularizou o termo 'no pain, no gain'-10/05/2020






A cantora norte-americana Betty Wright morreu aos 66 anos. Um dos grandes nomes do gênero R&B e soul, Betty deixou sucessos como Clean Up WomanTonight is the Night No Pain (No Gain).
Uma sobrinha da estrela divulgou, no Twitter, que ela faleceu na manhã deste domingo (10).
- Acabei de perder minha tia. Durma em paz, tia Betty Wright. Voe alto, anjo.
Vencedora do Grammy, a cantora norte-americana inspirou gerações de músicos. Ela foi a primeira proprietária de uma gravadora independente de música negra a ter um disco de ouro.
Além disso, Betty já foi treinadora vocal de Beyoncé, fez vocais de apoio para Stevie Wonder e já compôs para Jennifer Lopez, Michael Jackson e Gloria Estefan.
A família da artista revelou para a Essence que Betty morreu de câncer, em Miami. No dia 2 de maio, a cantora Chaka Khan,  compartilhou um tuíte e afirmou que a cantora “precisava de todas as orações”. 
Integrante de uma família de cantores de gospel, Betty lançou o primeiro disco solo, My First Time Around, aos 14 anos, em 1967. Um ano mais tarde, a artista conquistou o primeiro hit com “Girls Can’t Do What the Guys Do”. 
Nas décadas de 1970 e 1980, Betty emplacou diversos outros sucessos, como “Clean Up Woman”, “Dance With Me”, “No Pain, No Gain” e “Tonight Is the Night”, o maior hit da cantora.  
Em 1975, Betty ganhou o Grammy de Melhor Música de R&B com “Where Is the Love”. Ao longo da carreira, a cantora foi indicada para seis categorias, incluindo uma homenagem pela contribuição em “Playing With Fire”, do disco Tha Carter III, de Lil WayneAs músicas da artista também lançaram as bases para futuros hits: “Clean Up Woman” foi sampleada por Chance the Rapper, em “Favorite Song”,  Mary J. Blige, no remix de “Real Love”, e SWV, em “I’m So Into You”. Além disso, a diva pop Beyoncé sampleou a canção “Girls Can't Do What the Guys Do” em “Upgrade U”. 
Além disso, Betty também trabalhou como vocalista de estúdio e colaborou Stevie WonderClarence ClemonsStephen StillsPeter ToshDavid Byrne e Erykah Badu.
No último disco da cantora, Betty Wright: The Movie, lançado em 2011, contou com participações especiais de Lil WayneSnoop Dogg e Joss Stone. Já em 2016, Betty contribuiu para a canção “Holy Key” de Kendrick Lamar, Big Sean e DJ Khaled







Morre Little Richard, lenda do rock, aos 87 anos

Little Richard morreu neste sábado (9), aos 87 anos, de câncer ósseo, em casa. Paul McCartney disse que os Beatles não seriam os mesmos sem Richard.

Morreu neste sábado (9), aos 87 anos, o pioneiro do rock, Little Richard.
Algo muito novo nascia quando o mundo ouviu “A Wop Bop a Loo Bop” pela primeira vez. Um jovem maquiado e bem vestido, zero inibição, que de tão confortável na própria pele tocava com o pé em cima do piano. Os Estados Unidos dos anos 50 assistiram a Little Richard estupefatos.
A letra da música, que se chama Tutti Frutti, fala de namoros com Susan, Daisy… Era perigosa para a época. Foi banida de várias rádios. Little Richard, mais tarde, atribuiu a outra coisa: “Eles não queriam garotos brancos ouvindo música de preto”, disse.
Quando Richard Wayne Penniman nasceu, ser preto em muitos lugares era proibido. Principalmente no estado da Geórgia. O pai era traficante de whisky, que na época também era ilegal, e criava 12 filhos. Os tios eram pastores, e por isso ele cresceu ouvindo música gospel americana.
Aos 13 anos, o menino foi expulso de casa porque o pai achou que ele era gay. Foi para casa de uma família branca. Aos 18 começou a se apresentar em shows de calouros. No ano seguinte, já tinha contrato com uma gravadora.
A eletricidade da música mudou com Little Richard. Era o tempo em que acabava a segregação racial. Foi um sucesso atrás do outro. Paul McCartney disse que os bons moços de Liverpool não seriam os mesmos sem Little Richard.
Os Beatles o imitavam muito antes de gravaram “Long Tall Sally”, de autoria de Richard. E o rock branco de Elvis Presley virou a vitrine: colocou Tutti Frutti entre os clássicos do rock'n'roll. A carreira de sucessos durou pouco. Ainda na década de 50 entrou para igreja e renegou o rock. Viveu uma vida conturbada de abusos de drogas e conflitos internos.
Morreu neste sábado (9) aos 87 anos de câncer ósseo, em casa. A morte foi confirmada pelo filho. Mas continua muito vivo.
Mick Jagger, dos Rolling Stones, fez uma turnê com Little Richard. Hoje, disse que o assistia dançar toda noite e aprendia como entreter e envolver o público. O ex-beatle Ringo Star disse que Little Richard é um de seus heróis da música de todos os tempos. A ex-primeira-dama Michelle Obama disse que ele se negou a ser qualquer outra coisa senão ele mesmo.
E muita gente que já morreu deve muito a Little Richard: David Bowie, Prince, a banda Creedence.
Com pouco a perder, ele desbravou o caminho com coragem. E espalhou um legado com uma frase que é só um monte de sons estranhos feitos com a boca, mas que mudaram o mundo como o som de uma bomba atômica.

19 fevereiro 2018

MUNDO DA MUSICA E DO RADIO

MORRE EM SÃO PAULO O RADIALISTA PAULO BARBOSA
16/04/2018
O radialista Paulo Barboza morreu hoje aos 73 anos devido a um infarto fulminante em São Paulo. Também jornalista e publicitário, Paulo Roberto Machado Barboza morreu por volta da 0h30 devido a um infarto fulminante. Desde janei... - Veja mais em https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/ooops/2018/04/16/morre-em-sao-paulo-aos-73-anos-o-radialista-paulo-barboza.htm?cmpid=copiaecola




PRODUTOR MUSICAL MIRANDA MORRE AOS 56 ANOS EM SÃO PAULO:23/03/2018




O mercado fonográfico perdeu nessa quinta-feira, dia 22, um dos maiores produtores musicais do país, Carlos Eduardo Miranda, mais conhecido ... Veja mais em - http://entretenimento.band.uol.com.br/musica/noticias/100000905972/produtor-musical-miranda-morre-aos-56-anos-em-sao-paulo.html



Em entrevista, João Gordo relembra brigas com Chorão: "Ele veio me intimar"
Do UOL, em São Paulo 10/02/2018 14h10
João Gordo, apresentador e vocalista da banda Ratos de Porão, relembrou em recente entrevista ao programa "Pânico", da rádio Jovem Pan, a época de brigas com o cantor Chorão, do Charlie Brow..... - Veja mais em https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2018/02/10/em-entrevista-joao-gordo-relembra-brigas-com-chorao-ele-veio-me-intimar.htm?cmpid=copiaecola

Nova versão de "American Idol" será exibida no Brasil pelo Canal Sony
Do UOL, em São Paulo 08/02/2018 14h05 "American Idol" retornará após um hiato de dois anos e já está com exibição garantida no Brasil. Por aqui, o reality musical será exibido pelo canal pago Sony em março, em data a ser definid..... - Veja mais em https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2018/02/08/nova-versao-de-american-idol-sera-exibida-no-brasil-pelo-canal-sony.htm?cmpid=copiaecola

Pearl Jam lotado: Lollapalooza tem ingressos esgotados para o sábado

Do UOL, em São Paulo 19/02/2018 11h31 Os organizadores do Lollapalooza Brasil 2018 anunciaram nesta segunda-feira que os ingressos para o segundo dia do festival, o sábado, 24 de março, estão esgotados. O evento acontece nos dia..... - Veja mais em https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2018/02/19/pearl-jam-lotado-lollapalooza-tem-ingressos-esgotados-para-o-sabado.htm?cmpid=copiaecola

10 maio 2017

Robert Miles, lendário produtor de trance, morre aos 47 anos

Autor de diversos álbuns, como “Dreamland” (1996), “Organik” (2001) e “Th1rt3en” (2011), o DJ e produtor ítalo-suíço Robert Concina, mais conhecido como Robert Miles, morreu na manhã de ontem, terça-feira (9), vítima de uma doença não especificada. Um ícone do estilo trance, que adquiriu bastante notoriedade na cena eletrônica com a música ‘Children’ – primeiro lugar nas paradas de sucesso em mais de 12 países na década de 90, que lhe rendeu diversos discos de ouro e platina -, Robert Miles se despede do mundo aos 47 anos de idade. Joe T Vannelli, um dos DJs e produtores italianos amigo do Robert Miles, reagiu à notícia sobre a morte do astro alegando estar incrédulo e chateado. “Vou sentir falta das brigas, críticas, julgamentos, mas especialmente do seu talento em encontrar sons e melodias inigualáveis”, disse em comunicado.

15 janeiro 2015

Mago dos estúdios, morre o produtor e arranjador Lincoln Olivetti

O produtor e arranjador Lincoln Olivetti, pioneiro no uso de sintetizadores no Brasil e que definiu a sonoridade da música brasileira nos anos 80, com uma aproximação com o pop, derivada da assimilação da disco music e da música negra dos Estados Unidos, morreu na terça-feira (13). A causa da morte não foi divulgada. Chamado de “feiticeiro dos estúdios” e “mago do pop”, ele trabalhou com Martinho da Vila, Gal Costa, Gilberto Gil, Tim Maia, Jorge Benjor, Rita Lee, Roberto Carlos, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Ângela Rô Rô, Zizi Possi, Fagner, Wando, Joanna, Emílio Santiago, Zeca Pagodinho, Alcione. Entre os discos que deixou, destaca-se Robson Jorge e Lincoln Olivetti, de 1982. Ele também deixou sua marca em trilhas de novelas da TV Globo como Dancin’ Days (1978), Baila Comigo (1981), Feijão maravilha (1979) e Plumas e Paetês (1980). Um de seus últimos trabalhos foi a direção musical e os arranjos para o The Voice Brasil. Pelo Facebook, o rapper Emicida lamentou a morte do produtor: “Perdemos nessa noite um gênio da música brasileira. Grande mestre Lincon Olivetti. Coração triste. Que a terra lhe seja leve, professor. Obrigado por ter compartilhado essa bênção que foi seu talento conosco nos discos e nesses palcos da vida. Um dia nos encontraremos de novo. #ubuntu”, escreveu. O DJ Marky também prestou sua homenagem: “Triste com a perda de um dos maiores arranjadores e produtores musicais de todos os tempos. Carlos Dafé, Claudia Telles, Painel De Controle, Jorge Ben, Tim Maia, Sandra De Sá, Junior Mendes, Cristina Camargo, Wanda Dias entre outros. O cara por trás do verdadeiro Brazilian Boogie e Brazilian Funk! Vá em paz Mr. Lincoln Olivetti!”, afirmou o DJ e pesquisador. O produtor, que de maneira equivocada foi acusado de ter “pasteurizado” a MPB e passou um tempo no ostracismo nos anos 90, teve sua importância reconhecida por Michael Sullivan.
Já Ed Motta, fã e amigo de Olivetti, escreveu um longo depoimento no Facebook. “Para as minhas convicções sobre música, é o final de uma era, de quando música popular era feita por músico de verdade, de extrema competência”, afirmou. Leia a íntegra: “Eu durmo muito mal sempre, mas essa noite estava especial de dificuldade… Venho olhar a internet, e me deparo com a notícia mais triste dos últimos tempos : Lincoln Olivetti não está mais aqui, foi para outro plano. O cara que formatou a música brasileira no padrão de disciplina gringo, na forma de compor, arranjar, tecnicamente em qualquer sentido etc. Ele merece em homenagem gigante, ser nome de algo que represente acuracidade, competência e futuro. O disco solo dele e do Robson Jorge, é uma referência de que é possível fazer um disco bem gravado MESMO, em qualquer condição, basta dedicação e talento. Tem tanta história bacana sobre o mestre Lincoln, que meu Deus, esse cara sim merecia uma biografia, tem relevância. Eu conheço o Lincoln Olivetti desde criança, na casa da minha tia Maria em Ramos, me lembro dele no final dos anos 70 com Robson Jorge, nos lendários churrascos da família Maia. É gratificante que ele tenha nos últimos anos recebido carinho da geração mais jovem, com homenagens, e o mais importante convites para que ele continuasse exercendo sua sabedoria nos estúdios. Estou muito triste, mas uma força artística como a dele já é parte do todo, é mais do que uma figura de santo, é gigante, é o todo, do copo d’água até o oceano. Muito importante reconhecer, estudar e entender que apesar do Lincoln ser brasileiro, morado a vida inteira aqui, o discurso e referência da música dele não são exatamente “brasileiros” tem volta e meia esse viés muito em conta de alguns convites que eram feitos para trabalhar com artistas mais brasilianistas. Ele ia lá, e de um estúdio no RJ colocava todo mundo num formato realmente internacional, como nunca mais se viu aqui, não por ausência de talento, mas por preguiça, dá trabalho fazer certo no estúdio, execução, timbre etc. A quantidade de vezes que escutei o segundo disco solo dele é absurda, e claro isso desde os anos 80. Tecnicamente a única referência do Brasil que eu sempre tive foi Lincoln Olivetti, o cara que fazia uma “festa no interior” soar igual Earth, Wind & Fire, o cara que fazia os discos ficarem bem gravados, arrancar leite de pedra dos músicos etc. Trabalhamos juntos somente uma vez, talvez pelo respeito que sempre tive, não queria banalizar a presença do mestre. Nessa ocasião em 1996/97 ele me convidou para fazer um disco junto, eu como tenho muita reverência, e sei exatamente como funciona aquilo tudo, preferi respeitar a história, e não me meter a fazer algo que fosse aquém da parceria amalgamada com o também gênio Robson Jorge. Eu espero que o Brasil seja generoso, respeitoso, consciente, e homenageie com dignidade o cara que sabia tirar maior proveito de um estúdio, do talento dos músicos etc. Coisa rara… Depois “a turma” se especializou em adestrar gente sem talento, bandinha de menino rico, e ainda vender disco de ouro ou o que for, tamanha carência intelectual que não é de hoje… Para as minhas convicções sobre música, é o final de uma era, de quando música popular era feita por músico de verdade, de extrema competência. Agora é observar anestesiado, calado, essa geração sonsa, nefasta que momentaneamente comanda o barco… Vai afundar já já, porque não tem capitão, marinheiro, nada… Está tudo relativizado, desafinado, mal tocado, mal feito, mal concebido e ainda por cima sem ambição de nada. Lincoln Olivetti é agora a energia protetora de quem olha a música com honestidade. God bless U master, vc não veio ao planeta a passeio, você realmente fez, e vai ensinar eternamente. RIP.”